Diário de guia: Cidolar Ferreira

Depois de remarcarmos duas vezes a viagem por causa da pandemia, enfim, conseguimos organizar tudo e eu tenho absoluta certeza que saiu "melhor que encomenda", como diz o ditado. Foram 7 dias e 1500 quilômetros rodados pelo pampa ao lado de uma pessoa nota 1000000, como é a Cidolar!
Modéstia à parte, nós fizemos o melhor roteiro que eu ofereço por aqui. Saímos de Pelotas e fomos à Bagé e Aceguá, voltamos e fotografamos em Rio Grande, depois fomos para a Lagoa do Peixe e finalizamos no Morro Redondo, mais uma vez muito bem recebido pelo Gustavo e pela Fabiana no Sítio Flor e Osória.
Em Bagé e Aceguá o foco era o de sempre, registrar as espécies do Pampa Gaúcho, de ambientes campestres e úmidos, mas deixamos muita coisa pra fazer em Rio Grande, visto que a região é rica de diversas espécies dos banhados.
Em Bagé e Aceguá, foram praticamente dois dias intensos registrando a bicharada e conseguimos ver bastante coisas legal, com a companhia incrível do Caio Belleza, um grande parceiro que tenho o prazer de chamar de amigo.
Confira algumas fotos que fizemos por lá:

arapaçu-platino

pomba-do-orvalho

caboclinho-de-chapéu-cinzento (macho)

marreca-de-coleira (casal)

saracura-do-banhado

coruja-da-igreja

gibão-de-couro

bico-duro (macho)

arredio-do-gravatá

cardeal

marreca-de-bico-roxo (macho)

Como eu disse no início, depois dessa região, nos direcionamos até o Parque da Lagoa do Peixe, onde encontramos muitas aves. No caminho, registramos algumas espécies em Rio Grande, como de costume. Após isso, pegamos a balsa e fomos rumo à um dos locais mais famosos e "desejados" pelos observadores de aves do Brasil e do mundo. Por lá, registramos muitas aves limícolas e migratórias. Além delas, o objetivo da ida até lá, era encontrar as aves símbolo da região, como o papa-piri, o jacurutu e obviamente, o flamingo-chileno.
Foi uma viagem muito legal por lá, pois a Cidolar conseguiu registrar dezenas de espécies novas, o que chamamos de "lifer". 
Abaixo, alguns registros que foram feitos por lá:

gaivota-maria-velha

O raro pisa-n'água

O famoso e lindo papa-piri

vira-pedras

maçarico-de-colete

flamingo-chileno

caminheiro-de-espora

trinta-réis-de-bando

trinta-réis-de-coroa-branca

marreca-parda

Na terceira e última parte da nossa expedição, fomos até o Sítio Flor & Osória para registrar as aves no comedouro do Flora Pelotensis, me arrisco a dizer que ali é o melhor lugar do Rio Grande do Sul para observar e registrar o tucanuçu, uma espécie muito legal que encontramos por aqui. Além de ficarmos no comedouro, fomos acompanhados pelo Gustavo Gomes e encontramos algumas espécies florestais que "ainda" encontramos aqui na nossa região, que é uma transição do Bioma Pampa com a Mata Atlântica.
Dá uma olhada nas fotos aí:

arapaçu-escamado-do-sul

corujinha-do-sul

pica-pau-anão-carijó (macho)

tucanuçu

Foi muito legal passar 7 dias ao lado da Cidolar. Aproveitamos muito e conhecemos locais espetaculares. Como eu costumo dizer: A observação de aves te traz muito mais que fotografias, mas te dá a oportunidade de conhecer locais e pessoas incríveis, como foi conhecer a Cidolar. Agradeço muito a confiança no meu trabalho e pela parceria nesses dias.
Espero que logo logo estaremos passeando e observando aves por aqui novamente!

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